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Política

Prefeito de Sinop afasta quatro servidores por esquema de propina em MT

Medida cumpre decisão judicial da Operação Mãos à Obra para apurar irregularidades na liberação de projetos e habite-se.

Por Redação VORA News
Prefeito de Sinop afasta quatro servidores por esquema de propina em MT

O prefeito de Sinop, Roberto Dorner, determinou o afastamento de quatro servidores da Secretaria Municipal de Planejamento Urbano e Habitação por 120 dias. A medida, publicada no Diário Oficial de Contas, atende a uma decisão judicial da Operação Mãos à Obra, conduzida pelo Gaeco do Ministério Público de Mato Grosso, e retroage a 29 de outubro.

Os servidores suspensos são o engenheiro civil Júlio Henrique Verdu Garcia, os fiscais Valdinei Monteiro da Silva e Lucemar Felix, além do auxiliar Antonio Benedito Rodrigues. Júlio e Valdinei estão presos preventivamente desde a segunda fase da operação, ocorrida em 28 de outubro, enquanto os demais foram apenas afastados.

A investigação apura o pagamento de propinas para a liberação de certidões e habite-se. O Gaeco indica que proprietários de uma construtora teriam pago ao menos R$ 2,5 milhões entre 2017 e 2026. A promotora Roberta Cheregati Sanches, da 4ª Promotoria Criminal de Sinop, explicou que a empresa erguia as obras para venda.

Um levantamento preliminar identificou 106 imóveis irregulares em funcionamento em diversos bairros da cidade, todos vinculados à construtora. Um servidor, apontado como líder, teria intermediado os valores e repassado a quantias a outros fiscais para evitar vistorias nas obras.

A Justiça determinou o bloqueio de R$ 80 milhões do grupo e da empresa, além do sequestro de até R$ 3 milhões em ativos de cada alvo e a suspensão das atividades econômicas da construtora. Foram realizados 17 mandados de busca, incluindo um na Secretaria de Planejamento Urbano.

A prefeitura informou que o Município e a Secretaria de Planejamento Urbano e Habitação não são alvos da investigação, e que as buscas focaram em documentos e computadores dos servidores. O Gaeco ressaltou que as medidas cautelares não comprovam responsabilidade criminal definitiva.

Os quatro servidores de carreira, que ingressaram na prefeitura entre 1991 e 2008, permanecerão afastados de suas funções até o final de fevereiro de 2027, prazo que poderá ser alterado pela Justiça.

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