Presidente da Câmara de Várzea Grande nega busca em residência durante operação
Ação do Gaeco investiga suposta compra de apoio político para a eleição da Mesa Diretora em MT.

O presidente da Câmara de Várzea Grande, Wanderley Cerqueira (MDB), afirmou que não houve cumprimento de mandado de busca e apreensão em sua casa nesta terça-feira (20). O parlamentar manifestou estranhamento sobre a operação realizada em Mato Grosso.
A ação, denominada Cathedra Venalis, foi deflagrada pelo Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco). O objetivo é investigar a possível compra de apoio político para a eleição da Mesa Diretora do Legislativo municipal, ocorrida em maio, processo no qual Cerqueira foi reeleito.
A eleição mencionada foi anulada pelo Supremo Tribunal Federal (STF). A decisão da Corte ocorreu devido ao desrespeito ao marco temporal definido para esse tipo de escolha.
Ao chegar à sede da Câmara, Wanderley Cerqueira questionou a operação e mencionou a existência de mais de 30 denúncias contra a prefeita, ressaltando que não houve busca e apreensão no Legislativo.
A operação do Gaeco resultou no cumprimento de 30 mandados de busca e apreensão domiciliar, veicular e pessoal. As diligências ocorreram em endereços vinculados aos investigados em Várzea Grande, Cuiabá e Chapada dos Guimarães.
A investigação, que corre sob sigilo, tem como alvo 15 vereadores. O grupo é composto por 13 parlamentares de Várzea Grande e dois de Cuiabá.
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