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Obras de duplicação da BR-163 avançam entre Cuiabá e Sinop em Mato Grosso

Investimentos bilionários em pistas, viadutos e pontes buscam otimizar a logística do agronegócio e a segurança viária no estado.

Por Redação VORA News
Obras de duplicação da BR-163 avançam entre Cuiabá e Sinop em Mato Grosso

A duplicação da BR-163, principal corredor logístico de Mato Grosso, apresenta avanços significativos em diversos municípios. Entre Cuiabá e Sinop, foram entregues 230 quilômetros de pistas duplicadas em dois anos, sendo 100 quilômetros em 2024 e outros 130 quilômetros, além de quatro viadutos, em dezembro de 2025.

O projeto é coordenado pelo Governo de Mato Grosso, via MT Participações e Projetos (MT Par), e pela concessionária Nova Rota do Oeste. Em 2025, a concessionária investiu R$ 2,1 bilhões na rodovia, montante que representou 28% de todos os investimentos de concessionárias federais no Brasil, segundo a Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT).

O financiamento conta com R$ 5,05 bilhões aprovados pelo BNDES para a duplicação de 444 quilômetros. O custo total previsto para as melhorias de infraestrutura é de aproximadamente R$ 9 bilhões. Em julho de 2026, a Nova Rota do Oeste previu concluir a pista duplicada entre Cuiabá e Sinop ainda naquele ano.

No trecho entre Várzea Grande e Jangada, as obras contemplam 56,2 quilômetros de duplicação, quatro pontes, um viaduto, passarela e vias marginais, com investimento superior a R$ 430 milhões. Até outubro de 2026, 25 quilômetros já haviam sido concluídos, com meta de chegar a 33 quilômetros até dezembro.

Para os motoristas Reinaldo Souza e Cláudio Santos, ambos de Sinop, as novas estruturas, como o viaduto da Inpasa, facilitam as ultrapassagens, os retornos de veículos pesados e a segurança geral. O ex-governador Mauro Mendes afirmou que o estado está corrigindo um atraso histórico para garantir a eficiência no escoamento da produção.

A modernização da rodovia visa reduzir a lentidão e os acidentes, especialmente durante a colheita de soja, milho e algodão. Além do ganho logístico para o agronegócio, as melhorias beneficiam o deslocamento de pessoas para trabalho, estudos e saúde entre as cidades mato-grossenses.

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