Fim da escala 6x1 gera preocupação no comércio de Mato Grosso
Entidades empresariais alertam para aumento de custos e dificuldades de adaptação em pequenos negócios no estado.

A promulgação da Emenda Constitucional nº 141/2026 altera a jornada de trabalho em Mato Grosso, substituindo a escala de seis dias de trabalho por um de descanso pelo modelo de cinco dias trabalhados e dois de folga remunerada, sem cortes no salário.
A transição ocorrerá em 14 meses. Após os primeiros 60 dias, a jornada máxima semanal cairá de 44 para 42 horas e, posteriormente, será reduzida para 40 horas.
A Fecomércio-MT, presidida por Tião da Zaeli, alerta que a medida pode elevar as despesas das empresas e exigir mudanças na gestão de pessoal. O impacto é esperado em setores de atendimento contínuo, como hotéis, restaurantes, lojas e supermercados.
A Facmat destaca que a economia de MT possui muitos pequenos empreendedores e atividades interiorizadas, integradas ao agronegócio, logística e construção civil. Para a entidade, a falta de mão de obra e as margens financeiras reduzidas no interior podem dificultar novas contratações.
Ambas as federações criticam a discussão do tema durante o período eleitoral. As entidades defendem que a mudança deveria ter sido precedida por estudos técnicos aprofundados e maior participação do setor produtivo.
Embora reconheçam a importância da valorização do trabalhador, as instituições buscam conciliar os novos direitos com a sustentabilidade econômica. A Fecomércio-MT sugere a negociação coletiva entre empregadores e empregados para respeitar as realidades regionais.
A Facmat reforça a necessidade de investir em qualificação profissional e produtividade. O objetivo é garantir que a redução da jornada não prejudique a competitividade das empresas nem a preservação dos postos de trabalho.
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