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Política

Gaeco aponta Tião da Zaeli como articulador político em Várzea Grande, MT

Relatório do Ministério Público indica que ex-vice-prefeito atuava nos bastidores da Câmara Municipal para controlar mandatos e interesses econômicos.

Por Redação VORA News
Gaeco aponta Tião da Zaeli como articulador político em Várzea Grande, MT

O Grupo de Atuação Especial Contra o Crime Organizado (Gaeco) investiga a atuação de Sebastião dos Reis Gonçalves, conhecido como Tião da Zaeli, em Várzea Grande, Mato Grosso. O presidente da Fecomércio-MT e ex-vice-prefeito é apontado como um dos principais articuladores do presidente da Câmara, Wanderley Cerqueira, principal opositor da prefeita Flávia Moretti.

De acordo com o relatório do Ministério Público, a estrutura investigada contava com o apoio de agentes políticos e particulares para gerir a base de apoio e influenciar decisões no Legislativo. O grupo teria utilizado gravações clandestinas no escritório de Cerqueira para chantagear parlamentares e cartas de renúncia assinadas previamente em chácaras.

As apurações indicam a existência de um esquema de pagamento de vantagens indevidas, chamado de mensalinho, no valor de aproximadamente R$ 10.000,00. O objetivo seria garantir a reeleição de Wanderley Cerqueira à presidência da Casa e a ocupação estratégica de cargos na Mesa Diretora.

A investigação, batizada de Operação Cathedra Venalis, apura a comercialização de funções públicas. O plano do grupo incluiria a tentativa de forçar a cassação da prefeita Flávia Moretti para assumir o controle do município, com foco em acordos de propinas relacionados à privatização do Departamento de Água e Esgoto (DAE).

O relatório menciona que a articulação envolvia o confinamento de 12 vereadores em uma chácara no distrito de Nossa Senhora da Guia, em Cuiabá, para assegurar a eleição da Mesa Diretora. No local, teria ocorrido a circulação de dinheiro em espécie para a compra de votos.

Tião da Zaeli possui um histórico de renúncias ao cargo de vice-prefeito em Várzea Grande, tendo deixado a função em 2011 e novamente após romper com a gestão de Flávia Moretti. Para os investigadores, sua atuação visava blindar interesses políticos e econômicos ligados a contratos públicos.

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