Gaeco investiga 15 vereadores de Várzea Grande e Cuiabá por compra de votos
Operação mira parlamentares suspeitos de irregularidades nas eleições das Mesas Diretoras em Mato Grosso.
O Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) iniciou, nesta terça-feira, 20 de outubro, uma operação em Várzea Grande e Cuiabá, Mato Grosso. A ação cumpre mandados contra 13 vereadores de Várzea Grande e dois da capital, sob suspeita de compra e venda de votos para as eleições das Mesas Diretoras das Câmaras Municipais.
Em Cuiabá, os alvos da operação são os vereadores Alex Rodrigues e Ilde Taques. Taques foi eleito presidente da Casa no dia 6 de outubro com o apoio de 27 parlamentares, devendo comandar o Legislativo no biênio 2027/2028 junto a Eduardo Magalhães, Maria Avalone, Adevair Cabral e Michelly Alencar.
Em Várzea Grande, o Gaeco investiga desde maio possíveis irregularidades e corrupção nas articulações para a escolha do comando do Legislativo. No dia 14 de maio, Wanderley Cerqueira foi reeleito presidente com 12 votos, vencendo a disputa contra Lucas do Chapéu do Sol, que obteve 11 votos.
A chapa eleita em Várzea Grande também conta com Dr. Miguel Júnior como primeiro vice-presidente, Wender Madureira como segundo vice-presidente, Gisa Barros como primeira-secretária e Lucélia de Oliveira como segunda-secretária.
As diligências estão concentradas nos vereadores investigados, sem a execução de mandados de busca e apreensão na sede da Câmara Municipal de Várzea Grande.
Até o momento, não foram informados a quantidade total de mandados expedidos pela Justiça, os crimes específicos investigados ou a lista completa dos parlamentares envolvidos.
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