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Política

Silvio Fidélis assume Secretaria de Administração em Várzea Grande, MT

Secretário de Governo acumula nova pasta para conduzir reforma administrativa no município.

Por Redação VORA News
Silvio Fidélis assume Secretaria de Administração em Várzea Grande, MT

A prefeita de Várzea Grande, Flávia Moretti, nomeou Silvio Fidélis para comandar a Secretaria de Administração. A decisão, publicada no Jornal Oficial Eletrônico dos Municípios do Estado de Mato Grosso no dia 4, faz com que o servidor acumule a nova função com a Secretaria de Governo, sem aumento salarial.

Fidélis será o responsável por coordenar a reforma administrativa da cidade. A prefeitura justifica a manutenção do secretário como peça fundamental para as negociações com a Câmara de Vereadores, especialmente durante o período de calamidade financeira do município, que possui um impacto mensal de R$ 19 milhões em precatórios.

O secretário é alvo de denúncias feitas pela própria prefeita Moretti, que acionou o Ministério Público de Mato Grosso e o Tribunal de Contas do Estado em outubro de 2025. A denúncia aponta um rombo de R$ 6,2 milhões por superfaturamento em contrato de transporte escolar assinado quando Fidélis era secretário de Educação na gestão de Kalil Baracat.

A auditoria da Controladoria-Geral do Município indicou que a empresa Allegratur Agência de Viagens e Turismo Ltda. cobrava trajetos com quilometragem superior a 100% do percorrido. O Ministério Público também investiga um suposto cartel entre as empresas Allegratur, Eva Tur Transportes Ltda. e Doannytur Agência de Viagens & Turismo Ltda.

A denúncia inclui registros de ônibus com cintos quebrados, poltronas rasgadas, ausência de faróis e extintores vencidos. Em maio, o Ministério Público recomendou a demissão de Fidélis e, em agosto, o juiz Francisco Ney Gaíva determinou seu afastamento para evitar a pressão sobre servidores e a obstrução de provas.

Em sua defesa, Silvio Fidélis afirma que a assinatura da licitação e do contrato ocorreu de forma meramente formal. O secretário alega que não possuía responsabilidade direta sobre a aprovação dos pagamentos ou a medição dos trajetos realizados.

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