Mauro Mendes critica fim da escala 6x1 em Cuiabá, Mato Grosso
Senador eleito defende maior liberdade econômica e flexibilização das leis trabalhistas no Brasil.

O senador eleito por Mato Grosso, Mauro Mendes, manifestou posicionamento contrário à proposta de extinção da escala 6x1. Durante encontro com políticos de direita em Cuiabá, na segunda-feira (5), ele defendeu que haja maior liberdade nas relações entre empregados e empresas.
Mendes argumentou que mudanças legislativas sem profundidade podem trazer consequências graves ao país. O político citou o exemplo dos Estados Unidos, onde a legislação trabalhista é menos rigorosa, afirmando que muitos brasileiros migram para aquele país para trabalhar jornadas de 12, 14 ou 16 horas diárias em troca de melhores salários e qualidade de vida.
O senador criticou a legislação brasileira ao afirmar que empresas podem ser processadas por trabalho escravo caso um funcionário trabalhe 11 horas por dia. Ele defendeu a necessidade de uma reforma trabalhista ampla e moderna, alegando que o Estado não precisa criar leis rígidas para proteger o trabalhador, já que o acesso à informação permite que as pessoas cuidem de seus próprios interesses.
Para Mauro Mendes, a flexibilização de regras que ele considera improdutivas e ineficientes ampliaria a liberdade econômica. Segundo ele, isso possibilitaria o desenvolvimento do país, permitindo que os trabalhadores produzam e ganhem mais.
A pauta sobre o fim da escala 6x1, modelo em que se trabalha seis dias com um de folga, está em discussão no Senado entre terça (6) e quinta-feira (8). A PEC 221/2019 propõe a redução da jornada semanal de 44 para 40 horas, garantindo dois dias de descanso remunerado sem redução de salário, preferencialmente aos domingos.
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