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Procuradoria analisa carta de renúncia de suplente em Cuiabá

Documento assinado por Antônio Lemes é considerado de redação duvidosa e pode ser anulado.

Por Redação VORA News
Procuradoria analisa carta de renúncia de suplente em Cuiabá

A procuradoria da Câmara de Cuiabá, em Mato Grosso, analisa a carta de renúncia apresentada pelo suplente Antônio Lemes (PSD) na última quinta-feira (15). O procurador Eustáquio Neto informou que o documento manuscrito não foi escrito por Lemes, apenas assinado, e apresenta uma redação duvidosa que permite múltiplas interpretações.

Lemes foi convidado a prestar esclarecimentos à procuradoria para definir se a renúncia poderá ser anulada. De acordo com Eustáquio Neto, a anulação é possível caso seja comprovado que houve vício de vontade ou que o suplente não desejava deixar o cargo.

O procurador afirmou que a comissão de ética poderá tomar as medidas necessárias e definir punições caso sejam comprovadas denúncias de ameaça ou coação. Se tais fatos forem confirmados, o titular da vaga poderá sofrer consequências.

No dia da renúncia, Lemes relatou ter sido pressionado pelo titular, Jeferson Siqueira, que teria alegado prejuízos políticos causados pelo suplente. O conflito entre ambos surgiu devido a divergências nas articulações para a eleição da Mesa Diretora da Câmara de Cuiabá.

Enquanto Jeferson apoiava Ilde Taques, Lemes inicialmente simpatizou com o grupo de Paula Calil, que buscava alterar o regimento interno para concorrer à presidência. Posteriormente, Lemes mudou seu posicionamento e declarou apoio ao grupo de Ilde Taques.

Sobre a sucessão, Eustáquio Neto explicou que a convocação de um novo suplente só ocorre se houver prazo superior a 30 dias para o cumprimento do mandato. Por isso, a orientação atual dada à presidência da Casa é de não convocar o segundo suplente.

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