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Assembleia Legislativa aprova projeto sobre reserva legal em assentamentos de MT

Proposta prevê que fiscalização ambiental considere lotes individuais em vez da área total dos projetos rurais em Mato Grosso.

Por Redação VORA News
Assembleia Legislativa aprova projeto sobre reserva legal em assentamentos de MT

A Assembleia Legislativa de Mato Grosso aprovou em primeira votação, na última quarta-feira, um projeto de lei do deputado Gilberto Cattani. A proposta determina que a fiscalização ambiental em assentamentos rurais no estado considere cada parcela definida pelo órgão fundiário, deixando de tratar os lotes como partes de uma única propriedade para o cálculo da reserva legal.

O texto estabelece que imóveis rurais com até quatro módulos fiscais em 22 de julho de 2008, e que possuam vegetação nativa abaixo do percentual do Código Florestal, ficam dispensados de adequar a reserva legal. Nesses casos, a vegetação remanescente será considerada a própria reserva, sem a necessidade de regeneração, reflorestamento ou recomposição, embora as normas de áreas de preservação permanente permaneçam vigentes.

O deputado Gilberto Cattani argumenta que a Secretaria de Estado de Meio Ambiente (Sema) exige a manutenção de 50% de reserva sobre a área consolidada até maio de 2000, ou 80% após esse período, por considerar os lotes como uma grande propriedade. Para o parlamentar, essa prática contraria a lei federal e cria passivos ambientais que prejudicam o desenvolvimento dos assentados.

A justificativa do projeto indica que Mato Grosso possui mais de 400 projetos de assentamento, com mais de 70 mil lotes rurais e cerca de 10 mil famílias envolvidas. A dispensa para pequenas propriedades já estaria prevista no artigo 67 do Código Florestal, com constitucionalidade confirmada pelo Supremo Tribunal Federal em 2018.

O projeto, protocolado em março de 2023, teve parecer favorável da relatora Janaína Riva em maio de 2024. Na votação do plenário, os deputados Lúdio Cabral, Valdir Barranco e Wilson Santos registraram votos contrários. A proposta agora aguarda cinco sessões ordinárias para a segunda votação.

Durante a sessão, Cattani criticou a gestão da Sema e solicitou a intervenção do governador Otaviano Pivetta na secretaria. O presidente da sessão, Júlio Campos, concordou com as críticas e defendeu a necessidade de um choque de gestão no órgão para melhor atender os produtores rurais.

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