PMs acusados de planejar roubo a comitê em Cuiabá têm prazo para defesa
Juiz da 11ª Vara Criminal determinou oito dias para que os réus apresentem alegações finais.

O juiz José Mauro Nagib Jorge, da 11ª Vara Criminal de Cuiabá, estabeleceu o prazo de oito dias para que três policiais militares presos por planejar um assalto a um comitê de campanha em Cuiabá, Mato Grosso, apresentem suas alegações finais.
Os acusados são o cabo Roney Petterson Silva Faria e os soldados João Batista Silveira dos Santos e Valdir Maria do Nascimento. O grupo foi preso em flagrante no ano de 2020, sob a acusação de organizar um roubo ao comitê da então candidata a vereadora Edleusa Mesquita, na capital de MT.
O Ministério Público de Mato Grosso (MPMT) imputa aos militares os crimes de receptação, porte ilegal de arma de fogo de uso permitido e formação de quadrilha. Outros dois envolvidos, identificados como Jackson e Samuel, também foram citados e responderiam por uso ilegítimo de uniforme.
A decisão judicial atende a um pedido das defesas, que solicitaram mais tempo para analisar documentos e vídeos do processo. O magistrado justificou a concessão do prazo para garantir a defesa efetiva, citando que a acusação já havia recebido prorrogações anteriormente.
O prazo de oito dias é comum aos três réus e passa a contar a partir da intimação. Após a entrega das alegações ou o encerramento do período, o processo retornará ao juiz para a sentença de condenação ou absolvição.
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