Operação do Gaeco investiga vereadores de Cuiabá e Várzea Grande em MT
Ação apura suposta organização criminosa e compra de votos para a presidência da Câmara de Várzea Grande.

O Grupo de Atuação Especial contra o Crime Organizado (Gaeco), do Ministério Público de Mato Grosso, deflagrou a Operação Cathedra Venalis nesta terça-feira, 20 de outubro. A ação ocorre em Cuiabá, Várzea Grande e Chapada dos Guimarães, com o objetivo de investigar crimes contra a Administração Pública.
Entre os alvos da operação estão o presidente eleito da Câmara Municipal de Cuiabá, Ilde Taques, e o vereador Alex Rodrigues, ambos do Podemos. A investigação apura a atuação de um grupo que teria buscado vantagens indevidas e a cooptação de agentes públicos.
O foco da apuração é a suspeita de compra de votos para assegurar a reeleição de Wanderley Cerqueira, do MDB, à presidência da Câmara Municipal de Várzea Grande. O grupo teria agido para manter o controle político e a influência sobre decisões estratégicas do Legislativo local.
Ao todo, a Justiça determinou o cumprimento de 30 mandados de busca e apreensão, que abrangem endereços, veículos e pessoas. As medidas visam coletar provas sobre corrupção e outras irregularidades que podem ter impactado a gestão pública municipal.
Além de Wanderley Cerqueira, a lista de vereadores investigados em Várzea Grande inclui Alessandro Moreira, Braz Jaciro, Cilcinho, Sargento Galibert, Enfermeiro Emerson, Kleberton Feitoza, Gisa Barros, Lucélia Oliveira, Miguel Júnior, Raul Curvo e Wander Madureira.
A investigação foi iniciada após denúncias sobre a formação de um grupo composto por agentes públicos e parlamentares. Os relatos apontam ainda a ocorrência de práticas de chantagem, extorsão, ameaças e cárcere privado.
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