Cotações do agro
Ver mais
Cuiabá
--:--
--°CCuiabá - MT
Agro

Justiça de Cuiabá aceita recuperação judicial de grupo rural em MT

Produtores com lavouras em Diamantino e Nova Lacerda declararam dívidas que somam R$ 119,7 milhões.

Por Redação VORA News
Justiça de Cuiabá aceita recuperação judicial de grupo rural em MT

A 1ª Vara Cível de Cuiabá autorizou o processamento conjunto da recuperação judicial do Grupo Pfitscher, composto pelos produtores Algelice, Arthur, Jadir, Vithor e Marta Pfitscher. O grupo, que administra atividades em Tangará da Serra e possui lavouras em Diamantino e Nova Lacerda, Mato Grosso, declarou um passivo total de R$ 119.657.357,71.

Do montante total, R$ 57.110.862,37 serão renegociados no plano de recuperação. O valor restante, aproximadamente R$ 62,5 milhões, refere-se a créditos extraconcursais, como contratos com alienação fiduciária, que não integram o processo.

Os produtores, que atuam no setor rural há quase 40 anos e exploram 5.500 hectares em MT, alegam que a crise financeira teve início em 2021 após a morte de um parceiro. O grupo cita ainda o aumento nos custos de arrendamento, a queda de margens no agro, crédito caro e a quebra da safra 2023/2024 devido ao El Niño, com perda de 110 mil sacas de soja.

A lista de credores destaca dívidas com a Caixa Econômica Federal, de R$ 26,3 milhões, e com o Banco da Amazônia, de R$ 11,5 milhões. Fora da recuperação, figuram a Sicredi Sudoeste MT/PA com R$ 25,6 milhões, o Banco CNH Industrial Capital com R$ 8,6 milhões e a Cargill Agrícola com R$ 6,1 milhões. O grupo Syngenta possui R$ 11,3 milhões em créditos, divididos entre sujeitos e não sujeitos ao processo.

A decisão judicial suspendeu as execuções de dívidas sujeitas ao processo e proibiu bloqueios ou penhoras sobre os bens dos devedores. O grupo solicitou que veículos e máquinas agrícolas sejam mantidos em sua posse por serem essenciais à produção.

Os produtores têm 60 dias para apresentar o plano de recuperação, sob risco de falência. A LL Administração Judicial foi nomeada para conduzir o processo, e os credores possuem 15 dias para contestar ou habilitar valores junto à administradora.

Mais notícias de Mato Grosso