Ex-diretora de escola em Várzea Grande vira ré por desvio de verba
Justiça de Mato Grosso aceita denúncia de peculato envolvendo recursos de climatização escolar.

Kely Cristina de Barros Rondon, ex-diretora da Escola Estadual Mercedes de Paula Sôda, em Várzea Grande, Mato Grosso, tornou-se ré em uma ação penal por peculato. A decisão foi tomada pelo juiz Jean Garcia de Freitas Bezerra, da 7ª Vara Criminal de Cuiabá, após denúncia do Ministério Público Estadual (MPE).
A acusação refere-se ao desvio de recursos públicos do programa Climatização para Todos, executado em 2013, período em que a ex-diretora comandava a unidade escolar. O magistrado considerou que a denúncia possui indícios de autoria e materialidade, embora as provas colhidas no inquérito policial sejam unilaterais e indiciárias.
O crime de peculato, previsto no Código Penal para servidores que se apropriam de dinheiro público devido ao cargo, pode resultar em pena de 2 a 12 anos de reclusão e multa. Já a acusação de associação criminosa teve a punibilidade extinta por prescrição, pois os fatos ocorreram em 2013 e a pena prevista era de 1 a 3 anos.
O juiz homologou o arquivamento da investigação para outras duas pessoas, que seriam a responsável pela empresa de climatização e um intermediário da contratação. O MPE informou que a suspeita contra eles baseava-se apenas em depoimentos da ex-diretora, sem provas independentes, mas o caso pode ser reaberto se surgirem novos elementos.
A ex-diretora será citada e terá o prazo de 10 dias para apresentar sua defesa através de advogado ou da Defensoria Pública. O juiz também determinou que os órgãos de identificação criminal sejam comunicados sobre o recebimento da denúncia.
A Escola Estadual Mercedes de Paula Sôda, localizada no bairro Jardim Paula I, foi desativada pela Secretaria de Estado de Educação (Seduc) no final de 2020. Na ocasião, alunos e servidores foram remanejados para outra unidade.
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