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ALMT arquiva projeto sobre armas para mulheres com medida protetiva em Cuiabá

Proposta do deputado Gilberto Cattani foi rejeitada por ser considerada inconstitucional.

Por Redação VORA News
ALMT arquiva projeto sobre armas para mulheres com medida protetiva em Cuiabá

A Assembleia Legislativa de Mato Grosso, em Cuiabá, decidiu arquivar na última quarta-feira, dia 21, o projeto que reconhecia a efetiva necessidade de arma de fogo para mulheres sob medida protetiva em MT. O plenário manteve o parecer da Comissão de Constituição, Justiça e Redação, que classificou a proposta como inconstitucional por tratar de tema de competência exclusiva da União.

O texto, apresentado pelo deputado Gilberto Cattani em março de 2022, previa a prioridade administrativa na análise de pedidos de posse ou porte, conforme exigido pelo Estatuto do Desarmamento. A proposta também proibia o porte ostensivo, a prática de crimes e o uso de armas sob efeito de substâncias entorpecentes ou álcool.

Cattani justificou a medida afirmando que Mato Grosso possui a maior taxa de feminicídio do país em relação aos assassinatos de mulheres. Segundo o parlamentar, a iniciativa visava reforçar os meios de autodefesa, alegando que o Estado não tem sido efetivo na proteção de mulheres com medidas protetivas.

A Comissão de Segurança Pública havia emitido três pareceres favoráveis entre 2022 e 2023. O órgão citou dados da Secretaria de Segurança Pública que apontam um aumento de 59% nos feminicídios no estado, saltando de 39 casos em 2019 para 62 em 2020, sendo que 28% dessas mortes ocorreram por arma de fogo.

O relator na CCJ, Dr. Eugênio, votou contra a proposta em outubro de 2024, argumentando que a lei interferiria no trabalho da Polícia Federal. O parecer mencionou decisões do Supremo Tribunal Federal que anularam leis estaduais similares, como uma do Tocantins, e destacou que já existe um projeto da senadora Rosana Martinelli sobre o tema no Senado.

Durante a sessão, Gilberto Cattani manifestou tristeza com a decisão e defendeu que o projeto apenas facilitava o reconhecimento da necessidade de defesa contra agressores armados. Na mesma ocasião, o deputado Fábio Tardin solicitou leis mais rigorosas contra a violência de gênero, citando um feminicídio ocorrido em Várzea Grande.

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