Gaeco investiga vereadores de Cuiabá e Várzea Grande em Mato Grosso
Operação Cathedra Venalis apura suspeitas de corrupção e organização criminosa no Legislativo.

A Operação Cathedra Venalis, deflagrada nesta terça-feira (20) em Cuiabá, Várzea Grande e Chapada dos Guimarães, investiga suspeitas de corrupção e a atuação de uma organização criminosa. A ação, conduzida pelo Gaeco, envolve a execução de 30 mandados de busca e apreensão com o apoio de mais de 200 policiais.
Entre os alvos da investigação estão o vereador Alex Rodrigues e Ilde Taques, presidente eleito da Câmara de Cuiabá. O Ministério Público de Mato Grosso (MPMT) confirmou que dois parlamentares da capital e outros 13 de Várzea Grande são investigados, embora não tenha detalhado as condutas individuais no comunicado oficial.
O foco da apuração recai sobre possíveis irregularidades na Mesa Diretora da Câmara de Várzea Grande. De acordo com o MPMT, o grupo investigado teria agido de forma estruturada para cooptar agentes públicos e obter vantagens indevidas, o que poderia impactar a administração pública municipal.
A Câmara de Cuiabá informou que acompanha o caso e ressaltou que eventuais condutas individuais não representam a atuação institucional do Legislativo. A instituição afirmou que as medidas devem ser apuradas pelas autoridades competentes e que a casa mantém suas atividades normais.
A atual presidente da Câmara de Cuiabá, Paula Calil, defendeu a presunção de inocência e o respeito ao devido processo legal. Ela reafirmou o compromisso com a ética e a transparência, colocando o Legislativo à disposição para colaborar com as investigações.
As diligências judiciais buscam aprofundar as apurações e reunir novos elementos de prova sobre a organização criminosa.
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