Vereador de Cuiabá nega irregularidades após operação do Gaeco em MT
Alex Rodrigues afirma que foi alvo de investigação por participar de almoço com parlamentares de Várzea Grande.

O vereador de Cuiabá, Alex Rodrigues, afirmou que sua inclusão na Operação Cathedra Venalis, do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), ocorreu devido à sua presença em um almoço com vereadores de Várzea Grande. O encontro aconteceu na véspera da eleição da Mesa Diretora da Câmara Municipal daquela cidade.
O parlamentar relatou que foi convidado pelo vereador Miguel Júnior, conhecido como Miguelzinho, para uma confraternização entre amigos em uma chácara. Alex Rodrigues declarou que permaneceu no local por cerca de duas horas e que, embora os parlamentares de Várzea Grande estivessem reunidos para tratar da Mesa Diretora, ele não participou de negociações políticas.
Durante o cumprimento de um mandado de busca e apreensão em sua residência, os agentes recolheram o aparelho celular do vereador, que já foi devolvido. O parlamentar mencionou que o vereador Ilde Taques, também alvo da operação em Cuiabá, estava presente no almoço, o que pode ter motivado a investigação sobre ambos.
Questionado sobre uma abordagem da Rotam após o almoço, na qual teria sido encontrada a quantia de R$ 40 mil em dinheiro vivo no veículo, Alex Rodrigues negou que qualquer valor estivesse em seus pertences. Ele confirmou que estava acompanhado de Ilde Taques no momento da ação, mas afirmou que em sua mochila havia apenas documentos e um notebook.
A Operação Cathedra Venalis investiga suspeitas de corrupção, cooptação de agentes públicos, obtenção de vantagens indevidas e organização criminosa na Câmara Municipal de Várzea Grande. Ao todo, o Gaeco cumpriu 30 mandados de busca e apreensão em Cuiabá, Várzea Grande e Chapada dos Guimarães, envolvendo 13 vereadores de Várzea Grande e dois da capital de Mato Grosso.
O vereador afirmou que pretende colaborar com o Gaeco e consultar seus advogados para entender o conteúdo da investigação. Ele declarou que não adotará medidas judiciais contra os órgãos responsáveis, ressaltando a importância de investigar os fatos para provar que não possui relação com as irregularidades da Mesa Diretora.
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