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Política

CCJR rejeita veto a projeto que limita protestos da Energisa em Cuiabá, MT

Proposta prevê prazo mínimo de 90 dias de inadimplência antes do envio de débitos de energia para cartório.

Por Redação VORA News
CCJR rejeita veto a projeto que limita protestos da Energisa em Cuiabá, MT

A Comissão de Constituição, Justiça e Redação (CCJR) da Assembleia Legislativa, em Cuiabá, rejeitou o veto do Governo de Mato Grosso a um projeto de lei que limita o protesto de contas de luz. A proposta, de autoria do deputado Diego Guimarães, estabelece que a concessionária de energia deve aguardar no mínimo 90 dias de atraso antes de levar a dívida ao cartório.

O Governo do Estado havia vetado a medida integralmente por considerá-la inconstitucional, alegando interferência nas regras de concessão do serviço. Diego Guimarães rebateu o argumento, afirmando que a iniciativa trata de direito do consumidor, tema que é competência da Assembleia Legislativa.

Durante a sessão, o autor do projeto relatou casos de consumidores com débitos entre R$ 150 e R$ 200 que foram protestados em menos de 30 dias. Guimarães argumentou que protestos em prazos curtos elevam o custo da dívida, pois somam juros, multas e taxas cartoriais ao valor original.

A decisão na comissão contou com o apoio dos deputados Julio Campos e Chico Guarnieri. O resultado foi contrário ao parecer do deputado Dilmar Dal Bosco, que defendeu a manutenção do veto do Executivo estadual.

O texto esclarece que a regra dos 90 dias não impede a concessionária de utilizar outros meios legais de cobrança. A suspensão do fornecimento de energia e a inclusão do nome do devedor em cadastros de proteção ao crédito permanecem sujeitas às normas vigentes.

Para que a derrubada do veto seja definitiva, a matéria agora segue para análise e votação no plenário da Assembleia Legislativa. A proposta só se tornará regra na legislação de Mato Grosso se for confirmada pela maioria dos deputados estaduais.

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