Família pede pena de 40 anos para homem que matou esposa em Cuiabá
Réu é julgado pelo Tribunal do Júri por feminicídio, ocultação de cadáver e comunicação falsa de crime em Mato Grosso.

O Tribunal do Júri, no Fórum de Cuiabá, iniciou nesta terça-feira (20) o julgamento de Jackson Pinto da Silva, de 38 anos. Ele é acusado de matar a esposa, a empresária Nilza Moura de Souza, de 64 anos, no dia 4 de maio, em uma residência no bairro Parque Cuiabá, em Mato Grosso.
A irmã da vítima, Nilcirene, afirmou que a família espera uma condenação rigorosa, acreditando que a pena possa ultrapassar os 40 anos. Ela destacou que a punição representaria justiça diante da covardia do crime e das tentativas do réu de enganar as investigações.
De acordo com a denúncia do Ministério Público de Mato Grosso, Jackson asfixiou a esposa enquanto ela dormia utilizando uma abraçadeira plástica, conhecida como enforca-gato. O corpo foi enterrado em outro imóvel da vítima, no mesmo bairro, em uma vala aberta com o auxílio de uma máquina contratada sob a justificativa de construir uma fossa.
As investigações indicam que o crime foi motivado por interesse financeiro. O Ministério Público aponta que o réu transferiu 18 mil reais do cartão de crédito de Nilza para a conta dele após o assassinato.
Para ocultar o crime, Jackson removeu as gravações das câmeras de segurança e usou o celular da vítima para simular um sequestro, enviando mensagens que exigiam resgate. Ele chegou a registrar um boletim de ocorrência sobre o desaparecimento da mulher, mas confessou o crime após apresentar contradições nos depoimentos.
Preso preventivamente desde 6 de maio, o réu responde por feminicídio, ocultação de cadáver e comunicação falsa de crime. Embora a soma das penas máximas possa ultrapassar 60 anos, o limite de cumprimento de pena privativa de liberdade no Brasil é de 40 anos.
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