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Política

Operação contra corrupção atinge vereadores de Várzea Grande e Cuiabá em MT

Ação do Gaeco cumpre 30 mandados para apurar irregularidades na Mesa Diretora da Câmara de Várzea Grande.

Por Redação VORA News
Operação contra corrupção atinge vereadores de Várzea Grande e Cuiabá em MT

A Operação Cathedra Venalis foi deflagrada na manhã desta terça-feira (20) com o objetivo de investigar suspeitas de corrupção em Várzea Grande e Cuiabá, Mato Grosso. A ação do Gaeco mira a atuação de uma organização criminosa em crimes contra a Administração Pública, focando em irregularidades na Mesa Diretora da Câmara Municipal de Várzea Grande.

Ao todo, são cumpridos 30 mandados de busca e apreensão domiciliar, pessoal e veicular. As diligências ocorrem em endereços ligados aos investigados nas cidades de Cuiabá, Várzea Grande e Chapada dos Guimarães.

Em Várzea Grande, os alvos incluem o presidente da Câmara, Wanderley Cerqueira (MDB), a diretora financeira Lorineide Aparecida Trindade Inha e o secretário legislativo Samir Japonês (PL). Também são investigados os vereadores Rogério de França Martins, Raul Curvo, Gisa Barros, Cilcinho, Braz Jaciro, Alessandro Moreira, Wender Silva, Denival Galibert, Miguel Angel, Lucélia Oliveira, Kleberton Feitoza e Emerson Cesar.

Em Cuiabá, a operação investiga o presidente eleito da Câmara Municipal, Ilde Taques (Podemos), e o vereador Alex Rodrigues (Podemos).

A investigação, iniciada em maio, apura denúncias de compra de votos e corrupção na eleição da Mesa Diretora de Várzea Grande. O Gaeco apura a existência de um grupo de agentes públicos envolvidos em crimes como extorsão, chantagem, ameaças e cárcere privado.

A suspeita de cárcere privado envolve um suposto confinamento de 12 vereadores apoiadores de Wanderley Cerqueira em uma chácara, dias antes da eleição, para evitar interferências do Executivo e mudanças de voto.

A eleição da Mesa Diretora para o biênio 2027/2028, na qual Cerqueira venceu Lucas do Chapéu do Sol, foi anulada pelo ministro Dias Toffoli, do Supremo Tribunal Federal (STF). A decisão ocorreu após reclamação do vereador Bruno Rios (PL) sobre o descumprimento do prazo legal para a votação.

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