Prefeito de Cuiabá se posiciona sobre demissões por motivos políticos em MT
Abilio Brunini afirmou ser contra a dispensa de funcionários por voto, mas sugeriu que petistas peçam demissão de patrões bolsonaristas.

O prefeito de Cuiabá, Abilio Brunini (PL), declarou nesta terça-feira (26) que não concorda com a demissão de trabalhadores baseada em posicionamento político. A fala ocorre em Mato Grosso durante um movimento de empresários e eleitores de direita que defendem a dispensa de petistas e a criação de listas de boicote a esquerdistas.
Brunini utilizou tom irônico ao sugerir que funcionários que votaram no presidente Lula deveriam pedir demissão caso trabalhem para patrões bolsonaristas. Segundo o prefeito, isso ocorreria porque tais pessoas consideram o ambiente de trabalho opressor e ruim para o emocional.
O prefeito mencionou que, já que opositores a Flávio Bolsonaro veem os bolsonaristas como maus chefes, eles deveriam ter a liberdade de escolher sair do emprego para atuar na escala 0x0 ou buscar patrões adequados aos seus conceitos políticos.
A discussão surge após o segundo turno das eleições e mobilizações sobre a PEC 221/2019, que encerra a escala 6x1. Políticos de Mato Grosso foram criticados ao defenderem a negociação direta entre patrão e empregado com menor interferência do Estado.
Enquanto Brunini reiterou ser contra a dispensa por parte do empregador, o vereador de Cuiabá, Rafael Ranalli, posicionou-se a favor das demissões. Especialistas indicam que dispensas motivadas por discriminação política podem gerar questionamentos jurídicos.
Em Sinop, onde Flávio Bolsonaro obteve 77,71% dos votos, listas de boicote foram criadas. A cantora Allane Carvalho relatou ataques e cancelamento de contratos após ser incluída em uma dessas listas, mesmo afirmando ser a favor de Flávio Bolsonaro.
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