Justiça torna WT e mais nove réus por lavagem de dinheiro em Cuiabá
Decisão da 7ª Vara Criminal envolve núcleo financeiro do Comando Vermelho em Mato Grosso.

O juiz Jean Garcia de Freitas Bezerra, da 7ª Vara Criminal de Cuiabá, recebeu a denúncia contra Paulo Witer Farias Paelo, conhecido como WT, e outras nove pessoas. O grupo responderá por lavagem de dinheiro e organização criminosa em Mato Grosso. WT é apontado pela polícia como o tesoureiro da facção no estado e o único acusado de comandar a organização.
Entre os novos réus estão Thawany Nunes Silva de Bulhões, companheira de WT, e a advogada Dayane Karol Moreira da Silva. Também integram a lista Emerson Ferreira Lima, Katani Adorno Bocardi, Alex Júnior Santos de Alencar, Brunno Passos da Silva, Ygor Henrique da Silva Martins, Anderson Alves de Sousa e Allan Xavier da Silva. O prazo para a apresentação de defesa é de dez dias.
A decisão judicial também homologou o arquivamento do caso contra sete investigados, a pedido do Ministério Público. Aldemir de Assis Campos teve a prisão preventiva revogada. Os demais nomes arquivados são Paulo Vinicius Gabriel de Araújo, Wires Alves Guerra, Nagilda Cândida Ferreira Lima, Fernando Wagner Moraes Amorim, Wellen de Amorim Gomes e Giselly Breier Streck.
A ação é fruto da Operação Replay, deflagrada em 30 de julho pela Draco, da Polícia Civil, com mandados em Cuiabá, Várzea Grande, Rio de Janeiro e nas cidades de Itapema e Balneário Camboriú, em Santa Catarina. A Justiça determinou o sequestro de aproximadamente R$ 17,3 milhões em bens, incluindo imóveis de luxo, e o bloqueio de até R$ 15,3 milhões em contas bancárias.
As investigações indicam que WT, mesmo em unidade de segurança máxima, mantinha o controle da contabilidade e cobranças do grupo. A Polícia Civil afirma que Thawany administrava imóveis no litoral catarinense, enquanto Dayane regularizava bens em nome de laranjas. Brunno Passos da Silva, que era assessor na Câmara de Cuiabá, foi exonerado após a operação.
O magistrado determinou que a polícia envie cópias de mídias e relatórios da investigação em cinco dias e conclua as perícias pendentes. Para garantir a celeridade do processo, pedidos de prisões, medidas cautelares e bloqueios de bens deverão tramitar em autos separados.
Mais notícias de Mato Grosso
- "Angeliquinha" chega a Cuiabá após ser presa na Bolívia; vídeo
- Nova lei garante orientações sobre manobras de desengasgo durante o pré-natal na rede pública de MT
- Entenda o significado do nome da operação do Gaeco que sacudiu as Câmaras de Cuiabá e VG
- Acusado de matar esposa com "enforca-gato" enfrenta júri nesta terça
- Justiça torna réus “tesoureiro” de facção, advogada e outros oito
- Vigia Mais MT auxilia na prisão de motoqueiro com mais de 14 anos de pena a cumprir em Cuiabá