Nomes de Mato Grosso são cogitados para Ministério da Agricultura
Mauro Mendes e Odílio Balbinotti Filho aparecem em articulações para eventual governo de Flávio Bolsonaro.

A relevância econômica de Mato Grosso e o peso político do estado nas eleições de 2026 colocaram dois representantes locais no radar para comandar o Ministério da Agricultura e Pecuária. Os nomes citados em articulações para um possível governo de Flávio Bolsonaro, do PL, são o senador eleito Mauro Mendes, do União Brasil, e o empresário Odílio Balbinotti Filho, do PL.
Mauro Mendes foi eleito senador com cerca de 1,18 milhão de votos e deixou a gestão do Governo de Mato Grosso com altos índices de aprovação. Sua projeção nacional e a influência política, que auxiliou na reeleição de Otaviano Pivetta e na eleição de Virginia Mendes para a Câmara, fortalecem sua posição nas negociações. Caso seja indicado, Mendes precisaria decidir sobre o exercício do mandato no Senado.
Odílio Balbinotti Filho, primeiro suplente do senador José Medeiros e coordenador da campanha de Flávio Bolsonaro em Mato Grosso, também é mencionado. Com trajetória empresarial no agronegócio, Balbinotti atuou como financiador de candidaturas da direita, destinando R$ 600 mil a Jair Bolsonaro em 2022 e aproximadamente R$ 4 milhões a candidatos do PL nas eleições municipais de 2024.
O empresário admitiu que seu nome é considerado nas conversas, mas afirmou que qualquer discussão sobre ministérios deve ocorrer apenas após o pleito presidencial. O segundo turno, marcado para 25 de outubro, definirá a disputa entre Flávio Bolsonaro e o presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
A possibilidade de um mato-grossense na pasta reflete a importância do estado, que lidera a produção de soja, milho e algodão, além de deter o maior rebanho bovino do país. O setor depende de definições federais sobre crédito rural, logística, defesa sanitária e abertura de mercados internacionais.
Em Mato Grosso, Flávio Bolsonaro obteve 65,15% dos votos válidos no primeiro turno, enquanto Lula alcançou 29,18%. Apesar das movimentações de bastidores, não houve anúncio oficial ou convite formal, e a composição do ministério depende do resultado das urnas e de negociações partidárias.
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