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Justiça ordena que Estado de Mato Grosso apresente processo de promoção da PM em Cuiabá

Decisão determina que governo informe calendário para promoções ao posto de coronel da Polícia Militar.

Por Redação VORA News
Justiça ordena que Estado de Mato Grosso apresente processo de promoção da PM em Cuiabá

A juíza Celia Regina Vidotti, da Vara Especializada em Ações Coletivas de Cuiabá, determinou que o Governo de Mato Grosso entregue à Justiça o processo administrativo de promoções ao posto de coronel da Polícia Militar. O Estado tem dez dias para apresentar os documentos e informar se existe um calendário para a conclusão das nomeações.

A medida atende a uma ação popular movida pelo advogado Marco Antonio Souza e Silva contra o Estado e o governador Otaviano Pivetta. O autor da ação alega omissão do governo, que não promoveu os oficiais nem publicou justificativa oficial após o prazo de 5 de setembro.

De acordo com a ação, havia 15 tenentes-coronéis habilitados para preencher cinco vagas de coronel no ciclo de setembro. A lei estadual estabelece as datas de 21 de abril e 5 de setembro para as promoções. O advogado argumenta que a falta de ato motivado fere princípios de legalidade, moralidade e impessoalidade.

O processo cita declarações do governador Pivetta feitas em 7 de setembro, quando ele afirmou que as promoções não eram prioridade e que, em certas ocasiões, não nomear é governar. Tais falas são usadas na ação para sustentar que o atraso não ocorreu por questões burocráticas.

A magistrada negou, inicialmente, o pedido para que a Polícia Militar detalhasse quais funções exclusivas de coronel estariam sendo ocupadas desde setembro. A juíza considerou que não foram apresentados indícios de vagas abertas ou acúmulo de funções, classificando o pedido como exploratório.

A Procuradoria-Geral do Estado deve se manifestar sobre a liminar e apresentar os autos do procedimento. Após a resposta do governo ou o encerramento do prazo, o Ministério Público de Mato Grosso terá cinco dias para emitir parecer antes da análise final da juíza.

Até o momento, não existe decisão judicial que obrigue o governo a realizar as promoções dos coronéis. O processo atual foca no controle da conduta da gestão estadual em relação ao calendário legal.

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