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Justiça mantém afastamento de ex-prefeito de Sorriso do Grupo Safras em MT

Decisão do TJMT preserva gestão provisória de grupo com dívidas superiores a R$ 2,2 bilhões.

Por Redação VORA News
Justiça mantém afastamento de ex-prefeito de Sorriso do Grupo Safras em MT

O Tribunal de Justiça de Mato Grosso manteve o afastamento do ex-prefeito de Sorriso, Dilceu Rossato, e do empresário Pedro de Moraes Filho da administração do Grupo Safras. A decisão, proferida nesta quarta-feira (7) pelo desembargador Hélio Nishiyama, ocorre enquanto o grupo enfrenta um processo de recuperação judicial com dívidas que superam R$ 2,2 bilhões.

Os empresários recorreram para suspender deliberações de uma Assembleia Geral de Credores ocorrida em 11 de setembro. Na ocasião, os credores confirmaram o afastamento dos fundadores e rejeitaram a permanência de Emmanoel Alexandre de Oliveira como interventor, com índices de reprovação superiores a 77%.

Com a manutenção da decisão, a gestão interina segue dividida entre a Tauá Partners, responsável por parte das empresas, e a AJ1 Administração Judicial, encarregada da Safras Armazéns Gerais. As nomeações são temporárias e serão reavaliadas em nova reunião de credores prevista para esta sexta-feira (9).

A defesa de Dilceu e Pedro alegou que a legalidade das votações poderia ser questionada por votos contestados e que a troca imediata de gestão traria riscos operacionais e custos adicionais. No entanto, o desembargador Hélio Nishiyama considerou que não havia elementos para suspender as medidas de primeira instância.

O magistrado justificou que interromper a administração provisória poderia deixar as empresas sem representação, prejudicando as unidades produtivas e os credores. Ele ressaltou que os gestores temporários estão limitados a atos administrativos e devem realizar controle patrimonial e inventário dos bens.

O processo é marcado por conflitos entre credores e antigos administradores, com suspeitas de movimentações financeiras irregulares e ocultação de patrimônio. Um dos pontos de disputa envolve cerca de R$ 34 milhões em soja, citados pela Caramuru Alimentos.

Devido a divergências sobre a transparência das contas e contratos da intervenção judicial, os credores adiaram para 9 de outubro a análise da prestação de contas do interventor e a possível criação de um comitê de fiscalização.

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