Ex-secretário de Saúde nega propina em depoimento à CPI em Cuiabá, MT
Gilberto Figueiredo defendeu compras emergenciais de medicamentos e criticou relatório da comissão na ALMT.

O ex-secretário de Estado de Saúde de Mato Grosso, Gilberto Figueiredo, prestou depoimento nesta quarta-feira, 14 de outubro de 2026, à Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Saúde na Assembleia Legislativa, em Cuiabá. Na ocasião, ele tratou de questionamentos sobre a gestão da pasta, procedimentos administrativos e a compra de medicamentos.
Sobre as aquisições de remédios sem licitação, Figueiredo afirmou que a prioridade em situações emergenciais é preservar a vida dos pacientes. Ele explicou que a falta de medicamentos pode aumentar riscos de infecções e prolongar internações, justificando que a administração pode realizar cotações e compras emergenciais conforme as normas legais.
O ex-secretário declarou que tais operações já eram previstas em normas estaduais anteriores à pandemia de Covid-19 e que o Ministério Público havia sido comunicado sobre a situação da Secretaria de Saúde. Ele defendeu que a validade de cada contratação deve ser analisada com base nos documentos e circunstâncias específicas.
Gilberto Figueiredo negou a participação em acordos irregulares ou o recebimento de propina. Ele informou que, durante a pandemia, o governo estadual contou com uma sala de situação composta por 14 integrantes para decidir medidas sanitárias, e afirmou ter deixado o cargo com a situação financeira pessoal pior do que quando assumiu.
O depoente questionou a forma de elaboração e o momento da divulgação do relatório preliminar da CPI, citando a divisão de responsabilidades entre o relator e o presidente do grupo. Ele argumentou que as recomendações da Controladoria-Geral do Estado e da Procuradoria-Geral do Estado devem considerar os riscos à saúde dos pacientes.
Figueiredo relacionou as investigações ao contexto eleitoral, mencionando que disputou uma vaga de deputado estadual. Ele também repudiou insinuações sobre a existência de uma mulher da saúde envolvida nos fatos, classificando as delações sem identificação como manifestações de misoginia contra as profissionais da rede estadual.
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